Já faz algum tempo que não escrevo para o site, principalmente depois que comecei a postar vídeos daqueles dos quais participo.

Conversando este final de semana com um ciclista que acompanha o site regularmente, entendi que uma coisa não pode substituir a outra, sendo estas, complementares.

No calor do evento, acabamos por não refletir sobre determinados pontos que deveriam ser repassados, ocultando outros, de forma não intencional e fazendo um “julgamento” de certa forma injusto, com o trecho, com a organização e os outros pontos que o compõem.

O que eu vi no 2° Ecopedal Aventura de Mossoró, foi um evento de MTB ao “estilo” ecopedal que trouxe o ciclista para dentro de uma trilha com suas dificuldades, com seus obstáculos, suas surpresas no estilo “raiz” com uma pitada de “nutella”. Mas como assim? É simples, trouxeram todos os elementos de um verdadeiro MTB, sem o sofrimento de uma altimetria absurda para um evento deste porte. Todos chegaram relativamente cedo, sem desgaste físico e emocional, que em alguns eventos é comum de se ver.

Sendo assim, algumas duvidas na cabeça pode surgir:

  • Teve areia? Sim, muita, mas sem se desgastar;
  • Subidas? Sim, claro;
  • Trechos de velocidade? Vários, inclusive literalmente dentro das trilhas;
  • Trilha fechada? Inúmeras, com vegetação criando túneis de mata, batendo galhos nos braços e pernas, por várias vezes, sendo obrigado a se desviar;
  • Foram longas? A que eu contei – dentre as várias, cerca de 4 km somente no caminho de rato, bem fechada;
  • Travessia de rios? Vários;
  • Foi necessário carregar a bike? Pra quem carregou, a água estava dando no meio das coxas, em algumas travessias.

Essa “loucura louca” foi contemplada por cerca de 60% do trajeto total, não sei precisar ao certo. Claro que houveram trechos de estradão, já que andar por 50 km de trilhas fechadas, já é querer demais.

No quesito trilha, foi de tirar o chapéu ou o capacete – como queira, pois foi algo sensacional. Alguns ciclistas que conheço, que esperavam um trecho monótono e sem graça, se surpreenderam ao final do evento, mostrando que as terras mossoroenses, ainda tem muito chão a serem descobertos.

Sobre o evento em si, que na minha opinião deve sempre, sim, ficar em segundo plano – sendo a trilha o ápice do evento, parafraseio Euclides, ciclista da cidade de Apodi: “Parece que foi um encontro de amigos que resolveram se juntar e pedalar”.

Para quem esperava aquele ar de mega evento, sinto muito: Não ouve!

Não houve aquele super paredão no ponto de encontro, com fogos de artifício e cerimônias, e não houve aquele mega café da manhã, com dezenas de itens a sua disposição.

Não houve um trio elétrico puxando os ciclistas (confesso que até achei esquisito, por estar acostumado), e muito menos bandas de forró ao vivo em todos os pontos de apoio.

Não houve comida de forma exagerada e não necessária nos pontos de apoio, muito menos churrasco, bebidas alcoólicas a perder de vista, embriagando os ciclistas que lá estavam.

Não houve aquele mega show no ponto de chegada, nem aquele mega almoço com vários itens, mas que são sempre servidos de forma muito regrada e controlada. Apenas uma observação: Erinalda, seu frango com maçã e dendê, estava um espetáculo!

Ainda em tempo, não estou criticando os organizadores que fazem o que mencionei acima – até porque, muitos eventos tem o que citei e eu continuo indo porque são muito bem feitos (sabendo balancear), mas sim, os organizadores que fazem tudo o que foi citado acima, e se esquecem de uma coisa: A TRILHA.

Por quantas vezes ouço, que não faltou nada no evento, mas a trilha foi decepcionante! Acho que você já escutou ou passou por isso.

Ainda que nada disso tenha acontecido, comi super bem no café da manhã, na quantidade e na qualidade que queria. Passei por todos os pontos de apoio sem sentir falta de nada. Pedalei por pouco mais de 40 km sem chegar super cansado, passando por trilhas e paisagens belíssimas, e almocei super bem na quantidade e na qualidade que queria, sem filas, cansaço ou qualquer outra coisa que pudesse depor contra o evento.

Sem comentar a piscina com 25 metros de extensão com a água cristalina, nos esperando para aquele “tchibum”.

Sei muito bem o medo que vários ciclistas tiveram em relação a pedais em Mossoró – conversei com vários que inclusive não vieram, pois o fantasma ronda, mas é preciso ficar claro que a organização, o evento e os tempos são outros, e por conta disso, repito que este era um dos eventos que não se poderia perder, principalmente por conta da trilha que foi lapidada especialmente para os participantes, certo Manissoba?

Com este ecopedal “raiz”, vejo com bons olhos a retomada de Mossoró no calendário de eventos de Eco do nordeste, e na certeza que esta equipe que está a frente deste evento, ainda que venha a errar – o que é aceitável, não vai decepcionar, pois o fazem com o coração.

Lembrando que o vídeo do evento ainda está sendo editado. Ao longo da semana, publico no nosso canal no Youtube.

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Vídeos já publicados. Clique aqui para conferir o primeiro!

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