Bom dia meu povo, minha pova!

Primeiramente muito obrigado por vocês me cobrarem sobre a elaboração de um artigo sobre os ecopedais em que participo. Sinal de que este review é bastante válido não só para os organizadores como também para os ciclistas que puderam e os que infelizmente não puderam participar do evento em questão.

Caso queira contribuir com algo, entre em contato comigo ou mesmo poste seu comentário logo abaixo deste artigo, que terei o maior prazer em conversar com você.

Mas vamos ao que interessa:

2° Ecopedal do Sertão de Caraúbas.

Este ano a equipe responsável pela organização do 2° Ecopedal do Sertão de Caraúbas buscou ser mais ousada que os demais ecopedais de que pude participar, e é claro em relação ao mesmo evento ainda no ano passado.

Cartaz 2° Ecopedal do SertãoEm sua segunda edição, os caras trouxeram um dos maiores nomes do ciclismo na atualidade no Brasil, o Brou Brutos para promover e destacar (ao meu ver) ainda mais o evento que em sua primeira versão (parte 1, parte 2) pudemos enumerar bastante pontos positivos.

Ladies and gentlemens, start your engines!

O ponto de encontro dos ciclistas foi em frente ao Atacadão Praxedes no centro de Caraúbas. É possível encontrar um estacionamento bastante amplo e mais do que suficiente para receber todos os ciclistas, contanto ainda com uma infra-estrutura básica para dar suporte à todos nós.

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O café da manhã contou com uma boa variedade de itens como cuscuz, cachorro-quente, bolos, pães, sucos, cafe e leite, acompanhados de uma boa variedade de frutas que podiam ser servidas à vontade.

Um ponto que sempre me chama a atenção e que por várias vezes eu NÃO vejo em outros ecopedais é que a equipe do Ecopedal do Sertão se preocupou em trabalhar com luvas e toucas para melhor servir e atender-nos. Você pode reparar e que infelizmente é comum, principalmente no manuseio do gelo, a equipe do evento trabalhar sem luvas. Por mais que as mãos estejam lavadas, entendo que isto é uma boa prática à se levar para os outros eventos. Fica ai a dica!

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Partindo prontamente às 7 horas da manhã, fizemos um tour pela cidade em um trajeto de 3 km aproximadamente até entramos efetivamente na terra. Ao contrário do evento em Assu, onde o locutor chamava repetidamente os ciclistas mais afobados que sempre se encontram na frente do caminhão à retornar para trás do mesmo e deixar o evento ainda mais bonito com todos unidos, em Caraúbas ao liberar o caminho para a passagem do “grande grupo”, cerca de 50 ciclistas já se encontravam ao longe – mas bem longe, do restante da turma. Vamos respeitar galera, vamos sair todos juntos, a festa fica muito mais bonita e o risco de acidentes é menor e com o fato de que um aviso importante dado e ultima hora, pode não ser compreendido por você que já está à vários metros do restante dos demais ciclistas.

O Trajeto

Olhando hoje para a primeira edição do evento, posso dizer que aquele trajeto foi monótono e bastante chato. Este ano foi possível reinventar todo o percurso para deixa-lo menos cansativo, mais dinâmico e mais alinhado com as expectativas que nós participantes temos. Por várias vezes me deparei com single-tracks (quase que em todo o percurso) e as estradas carroçais ou estradões de chão, foram usados basicamente para fazer a transição de um single-track para outro. Começamos o pedal em uma altitude de 155m – acima do nível do mar, em um trajeto que se manteve relativamente plano ao longo de todo o percurso, atingindo o seu ponto mais alto com 183m aos 3/4 de prova e para finalizar em seu ultimo trecho boas descidas no ultimo quarto, atingindo 100m no ponto final. Confira ai no gráfico:

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Ao meu ver o percurso foi muito bem sinalizado, que onde não era possível colocar placas de sinalização, o cal colocado no chão fazia a sua parte. Em curvas bastante fechadas, uma faixa de sinalização estava sempre presente. Em descidas que exigiam um pouco mais de técnica do ciclista, placas avisando de que a atenção deveria ser redobrada estavam sempre presentes.

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Para ficar ainda melhor só faltou São Pedro mandar mais água, pois se com todo o mato seco paisagens e açudes belos (mesmo secos) puderam ser vistos, imagina com tudo verde e com água.

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Pontos de Apoio

Para percorrermos os 48 km de chão desbravando este sertão, contamos ao todo com 4 pontos de apoio e 1 de hidratação.

Uma coisa que me chamou bastante atenção foi que por volta do km 10, a organização resolveu trabalhar um ponto de hidratação. Nesta parada era possível encontrar somente água e gelo.

Achei que outros similares estariam por vir.

Posteriormente soube (não sei se é verdade) que este ponto foi criado diante da logística complicada de se montar um ponto de apoio ali e que o primeiro ponto de apoio estaria 7 km mais à frente, o que fez a primeira perna do evento ser um pouco mais longa que o normal.

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A partir dai, a impressão que eu tive era de que um PA ficou em cima do outro, não dando tempo de cansar o ciclista. Para quem esperava pontos de hidratação entre os PA, não foi desta vez, o que em compensação foi compensado pela sequencia de PA.

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De forma geral o foco dos PA era a reposição energética do ciclista. Água de coco, caldo de cana, energéticos, sucos e frutas compunham o “cardápio” do evento. Vi com bons olhos estes itens pois em outros eventos, bolos e outras massas são servidas, o que podem atrapalhar o ciclista menos desavisado causando problemas ao longo do percurso.

A Chegada

A chegada à exemplo do ano anterior, foi no Hotel Olho D’Agua do Milho. Decisão mais do que acertada, visto que não há outro local com tamanha qualidade na infra-estrutura em nossa região.

A entrada foi menos confusa do que o ano passado, visto que todos os ciclistas eram redirecionados para um portão específico. Do lado de dentro, o evento me pareceu transcorrer de forma mais tranquila do que o ano passado. Ainda que a qualidade do almoço tenha melhorado e a espera na fila tenha sido reduzida pela metade, se compararmos à outros eventos, posso dizer que o básico foi cumprido.

Não devemos encarar como uma crítica, mas sim como um ponto fora da curva. Já fui a eventos em que a comida era servida à vontade, em outros em que somente as carnes eram regradas, em outros em que a regra era somente se servir uma única vez, mas aqui a impressão que ficou novamente para alguns participantes foi a de que a comida como um todo era controlada (só me deixaram pegar na colher de arroz, rs), com uma variedade bastante limitada e com um melhor sabor do que a do ano passado, mas que ainda não pude escutar um: “Oh comida gostosa!”.

Outro ponto era com relação ao translado de ciclistas para o ponto de largada. Sim, a largada foi dada em um local e o ponto de chegada em outro, como você pode ver no mapa abaixo:

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Para fazer este translado, foi colocado à disposição dos ciclistas um ônibusque até onde sei, transcorreu tudo dentro da normalidade, ja que não utilizei este serviço. Minha sugestão é de que para a terceira edição do evento, caso NÃO seja possível iniciar e finalizar no mesmo local, que a organização monte este mesmo esquema antes da largada. Creio que fique mais tranquilo e comodo para quem deseja deixar o carro já no ponto de chegada. Eu, sem dúvida, seria um dos que iria deixar o carro antes do início do pedal.

Kit de Participação e Comenda

O kit de participação foi composto por camiseta, barra de cereal, pulseira e fichas para os trâmites ao longo do evento, bem como um protetor solar.

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A comenda, maior e mais trabalhada do que no ano passado foi entregue para os participantes ao final do mesmo.

Resumindo…

De forma geral posso dar os parabéns à toda equipe do 2° Ecopedal do Sertão por mostrarem que aprenderam com os erros no ano passado e mudaram para melhor e que mesmo com os itens que foram elogiados em sua primeira versão, neste ano conseguiram dar um passo mais à frente.

Pode ser algo óbvio o que eu disse, mas não fica tão claro de se observar em outros eventos. Enquanto equipes como esta, buscam melhorar pontualmente cada item em seu evento, outros acabam por regredir de forma inexplicável.

Só me resta agradecer pela oportunidade de mais uma vez estar com vocês ai em Caraúbas, parabenizar a todos os ciclistas que lá estiveram, e à toda equipe pelo belo trabalho e pela evolução percebida – pelo menos por mim, em relação à edição 2015.

Que todos nós possamos aprender mais a cada dia e fazer um trabalho cada vez melhor.

Que em 2017 o 3° Ecopedal do Sertão seja tão bom ou melhor do que este.

Fica aqui meu grande abraço à todos e até o próximo ecopedal.

Obrigado ao Leandro Aparecido por ceder as fotos para este post. #TMJ

3 Comentários

  1. Filipe falou tudo e falou bonito. Eu e minha galega fomos a 1ª vez esse ano e consideramos a melhor trilha que fizemos em todos os tempos e olhe que participamos de praticamente todos os pedais do RN e PB. Parabéns toda organização desse mega evento, ao amigo Emanuel que nos convidou e ano que vem, tamo dentro novamente.

    • Obrigado Amauri pelas palavras. Posso acrescentar ainda que, a equipe da organização do evento em caraúbas já consegue mostrar um padrão de qualidade esperado para este tipo de evento. Já é o segundo evento que eles realizam diretamente e um terceiro – que ajudaram na organização. Tenho certeza que já esperamos o mesmo padrão de qualidade para o ano que vem, mas com um UP a mais, visto que vão realizar melhorias para o ano que vem.

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