O publicitário Rodrigo Cisman, nasciso em São Bernardo do Campo e criado em Socorro, interior de São Paulo, decidiu pedir demissão do seu emprego de redator publicitário e dar início a uma aventura: o Projeto Bike América, em que ele saiu de São Paulo e pretende chegar no México de bicicleta.

O projeto teve início em setembro de 2014, quando Rodrigo saiu de Socorro. Ele já passou por 97 cidades e agora está na capital cearense. Até agora, foram 5 mil quilômetros percorridos. Ele aproveita a passagem por Fortaleza para trocar experiências, nesta terça-feira (2), a partir das 20h, no Moto Libre.

Rodrigo conta que teve a ideia de começar essa aventura quando fez um mochilão pela América do Sul em 2012, ele passou por quatro países: Uruguai, Argentina, Chile e Bolívia. Quando ele estava no Sul da Argentina, ele encontrou um homem que tinha acabado de cruzar o continente todo de bicicleta, tinha ido do Alaska à Ushuia. Então ele decidiu que sua próxima viagem seria de bicicleta e, quando retornou a São Paulo, já começou a planejar.

O publicitário diz que a bicicleta sempre fez parte de sua vida. Ele aprendeu a pedalar com 3 anos de idade e, como cresceu no interior, a bicicleta era o meio de transporte que ele utilizava.

Foram dois anos de preparação e planejamento da viagem. “Pesquisei, conversei com pessoas que já haviam feito viagens de bicicleta antes, fiz vários cursos que queria (fotografia, mergulho, fotografia submarina), aprendi a fazer manutenção da bicicleta, montei o projeto Bike America, conversei com várias empresas pra fazer parcerias”, explica Rodrigo.

Fisicamente ele diz que não teve nenhuma preparação especial, mas o aventureiro afirma que não teve dificuldades em relação a isso. “Claro que os primeiros dias foram mais cansativos, mas nada demais. A ideia era ir me adequando na estrada e foi bem tranquilo”.

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O publicitário diz que a bicicleta sempre fez parte de sua vida, no interior era o meio de transporte que ele utilizava (FOTO: Arquivo Pessoal)

Durante o percurso, Rodrigo trabalhou como mergulhador, fotógrafo, garçom, ajudante de pedreiro, faxineiro de hostel e capineiro. O publicitário não tem ideia de quanto vai gastar no total, mas sabe que tem que gastar menos do que tem. Como aparecem alguns trabalhos, ele vai ganhando dinheiro e a viagem vai se estendendo.

Na viagem, Rodrigo leva em sua bicicleta equipamento para acampar (barraca, fogo, panela, prato e canivete), primeiros-socorros, rede, comida, mochila, câmera fotográfica, ferramentas para a bike e itens de higiene pessoal.

O ciclista diz que a maior dificuldade é a saudade da família, dos amigos e da namorada. Segundo ele, na estrada tem sido tranquilo, só passou por alguns perrengues, como uma vez que a corrente da bicicleta quebrou na estrada, quando ele estava indo para Chapada Diamantina. Ele teve que empurrar a bicicleta até um posto de gasolina, onde conseguiu consertar, mas o segurança não o permitiu passar a noite lá, então ele teve que ir pedalando à noite até o posto seguinte, onde dormiu.

Entre as situações ruins, tem também as histórias boas, em que muitas vezes é acolhido por desconhecidos. “Muita gente no caminho me acolhe, passo uma ou duas noites na casa de desconhecidos, que acabam virando grandes amigos depois”.

Quando terminar a viagem, o publicitário pretende publicar um livro e alguns romances, além dos ensaios que ele está fazendo durante a aventura.

Para acompanhar Rodrigo em sua aventura, ele tem uma página no Facebook, o perfil no Instagram e o blog do projeto.

Fonte: Tribuna do Ceará

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