As indústrias de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram crescimento da produção no primeiro bimestre deste ano. Em janeiro e fevereiro – somados – saíram das linhas de produção destas empresas 98.531 unidades, o que representa alta de 14% sobre as 86.448 unidades registradas no mesmo período do ano passado. Os dados são da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Com este avanço no bimestre, a entidade confirma a expectativa de evolução do setor em 2018. A estimativa é de produção de 727 mil unidades no PIM no presente ano, representando alta de 9% na comparação com 2017, quando foram produzidas 667.363 bicicletas em Manaus.

“O resultado do bimestre confirma a tendência de evolução dos negócios para este ano, para atender à crescente demanda por bicicletas de maior valor agregado e tecnologicamente avançadas, que são produzidas no polo de Manaus”, comenta João Ludgero, vice-presidente do segmento de Bicicletas da Abraciclo.

Mesmo com os números positivos no acumulado, houve recuo em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram fabricadas 46.320 bicicletas, queda de 10,2% sobre as 51.599 unidades produzidas no mesmo mês do ano passado.

Já na comparação com janeiro (52.211 unidades) a redução foi de 11,3%. “Trata-se de uma queda pontual ocasionada devido ao feriado do Carnaval, que neste ano aconteceu no meio de fevereiro, interferindo no desempenho mensal confrontado com janeiro e, também, com o mesmo mês de 2017”, comenta Ludgero.

Resultados por categoria
Os dados divulgados pela entidade mostram também que em fevereiro foram produzidas 23.262 bicicletas da categoria Urbana, queda de 21,9% sobre janeiro (29.776). Mountain Bike, MTB, contou com 22.188 unidades, com resultado mensal 1,2% superior ao mês anterior (21.918). Por último, aparece a categoria Estrada, totalizando 870 unidades, com aumento de 1,9% sobre janeiro (517).

No que diz respeito à participação, a Urbana aparece no topo do ranking, com 50,2%, seguida de MTB, com 47,9%, e Estrada (1,9%).“Mais uma vez o segmento de MTB se destacou porque é um tipo de bicicleta que tem sido muito utilizada para uso urbano, além de sua aplicação clássica como veículo off-road”, finaliza Ludgero.

Importação e Exportação
Segundo os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) analisados pela Abraciclo, a importação de bicicletas em todo o território nacional totalizou 24.562 unidades no primeiro bimestre, alta de 14,6% sobre o mesmo período de 2017 (21.439). Na análise somente de fevereiro foi verificado o volume de 7.047 unidades importadas, o que demonstra queda de 31,2% sobre o mesmo mês do ano passado (10.238). Já na comparação com janeiro (17.515), houve redução de 59,8%.

Já as exportações registraram crescimento de 108,6% sobre o mesmo período do ano passado. Foram produzidas 1.410 unidades no primeiro bimestre frente as 676 do mesmo período do ano passado. Paraguai (1.392) e Bolívia (18) foram os principais destinos. Na verificação do desempenho isolado de fevereiro (692) foi verificado aumento de 4.225% na comparação com fevereiro de 2017 (16 unidades).

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